quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Vamos falar sobre feijão?


 No post de hoje, vamos falar sobre o feijão! Um alimento tão comum na rotina da maioria dos brasileiros e que, pasme, até ele já virou "vilão", digamos assim. Para você ter ideia, já li em rede social, ouvi relatos de colegas e até mesmo já atendi pessoas que têm medo (isso mesmo, MEDO!) de comer um simples prato de arroz com feijão. Para muitos, esta combinação já caiu desde a época do frango e batata-doce. Agora a onda é "low carb" (não critico, podemos falar deste tema em outro post), então, feijão... uhhh, nem pensar! Pode comer até presunto (embutido cheio de aditivos), mas feijão não por ser um grão... Vai entender!

É claro que o feijão, assim como o próprio arroz, pode fazer parte do nosso cardápio! Não digo exatamente que seja um item "obrigatório", mas é um alimento nutritivo, que não faz engordar e nem atrapalha a hipertrofia (ganho de massa muscular). Isso depende, obviamente, da quantidade ingerida! 

Algumas pessoas referem que têm gases com o feijão ou outras leguminosas (lentilha, grão-de-bico, soja etc). Esse problema pode ser resolvido se o feijão for deixado de molho de um dia para o outro (mais ou menos umas 8 horas). É possível que eu já tenha falado disso aqui, mas vale repetir: o remolho é necessário para eliminar os fitatos, que são substâncias que atrapalham a absorção adequada de alguns nutrientes, como o ferro, mineral super importante para prevenção e tratamento de anemia, por exemplo. 

Se você, mesmo colocando o feijão de molho, continua tendo gases, você deve ter disbiose. Disbi o quê, nutri? Disbiose! É, resumidamente, um desequilíbrio entre as bactérias boas e ruins na nossa microbiota intestinal. Um duelo de bactérias! E as coitadas das bactérias boas ficam em desvantagem... Este tema tem sido bastante estudado e tem sido visto que um intestino saudável pode nos manter longe ou pode ser importante para o tratamento de doenças, como depressão e até mesmo o câncer. Para tratar a disbiose, é fundamental um acompanhamento nutricional, pois uma série de alimentos e bebidas podem piorar o quadro, além de suplementação ser necessária (uso de probióticos). Bom, este assunto também rende um outro post!

Mas o que o feijão tem de bom? Ferro, fósforo, potássio, ácido fólico, magnésio, além de ter baixo índice glicêmico, ser fonte de fibras (fibras = intestino funcionando direitinho) e fonte de proteína vegetal. Inclusive, é um excelente alimento para vegetarianos e veganos. O feijão (e outras leguminosas) não tem todos os aminoácidos (pequenas partes que formam uma proteína), porém, quando combinado com um cereal (como o arroz, de preferência integral), forma-se uma "proteína completa" (temos todos os aminoácidos), formando uma proteína semelhante à carne. Mais especificamente: o feijão é rico no aminoácido lisina e deficiente em metionina (outro aminoácido), já o arroz tem mais metionina e é deficiente em lisina, por isso se complementam! Que legal, né? 

Ah, e pode consumir qualquer tipo de feijão: preto, branco, carioca, fradinho, azuki, vermelho etc. Todos são nutritivos! E, se possível, prepare com temperos naturais, como cebola, alho, louro, pimentão... Nada de caldos em cubinhos ou sachês cheios de sódio e aditivos químicos, ok? :)

Se você tem medo de feijão, que tal dar espaço para ele em 2018? Provar um tipo que nunca provou? Lembre-se: a palavra-chave na alimentação é equilíbrio!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Receita: Ratatouille

Acredito que você já deve ter ouvido falar em Ratatouille, provavelmente por causa do filme da Disney (2007) que leva este nome, que é de um dos pratos mais tradicionais da França. O filme, que é uma gracinha para toda a família ver (haha), conta a história de um ratinho que sonha ser cozinheiro em um restaurante do seu chef predileto em Paris. 

Já o prato, apesar do nome "chique" para muitos aqui no Brasil é super fácil de fazer e não leva ingredientes "mirabolantes", digamos assim. Além de ser um prato nutritivo, também pode ser considerado "low carb" (baixo em carboidratos) e é vegano, por não conter nenhum ingrediente de origem animal, como carnes, leite e derivados ou ovos. Ou seja, todos ficam felizes! Eu fiz pela primeira vez para o Réveillon e adorei! Usei como base a receita do Pedro Frade, do site Petit Gastrô. A foto que ilustra este post também é do Pedro, pois a minha não ficou tão bonita assim! ;)

Foto: Petit Gastrô
Ingredientes (posto o que de fato usei, independente da receita do Pedro):

Molho de tomate:
-  5 tomates médios
- 2 cebolas médias picadas
- 2 dentes de alho
- Sal a gosto

Ratatouille:
- 2 berinjelas grandes
- 1 abobrinha grande
- 3 tomates médios
- Azeite de oliva
- Sal a gosto
- Pimenta do reino a gosto
- Manjericão a gosto

Importante: as quantidades variaram por causa da assadeira que usei. Fique atento!

Modo de Preparo:

Preparar o molho de tomate e reservar. Não estou postando a receita do molho, pois acredito que todos saibam fazer! :) Cortar as berinjelas e a abobrinha em rodelas finas e colocar uma pitada de sal. Cortar também os tomates. Cobrir a assadeira com uma camada de molho (o meu molho foi todo no fundo, mas dependendo da quantidade, não é necessário usar tudo). Colocar sobre o molho as rodelas de berinjela, abobrinha e tomate alternando uma a uma sempre até cobrir o fundo. Fazer quantas camadas quiser desta forma. Finalizar com outra pitada de sal, pimenta do reino e manjericão a gosto (usei manjericão desidratado). O manjericão pode ser colocado depois de assado para não murchar. Regar com azeite de oliva (não exagerar, devo ter usado em torno de 2 a 3 colheres de sopa). Levar ao forno (previamente aquecido) por cerca de 30 minutos (o Pedro referiu este tempo, mas o meu ficou 1h no forno, portanto, pode variar bastante). Pronto! 

Fica delicioso e ótimo para variar a forma de consumo dos vegetais! Servir como acompanhamento de outras preparações!