segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Entenda o que é bulking e cutting

Quase todas as minhas postagens acabam sendo voltadas ao emagrecimento, pois é o que percebo que é o desejo da maioria das pessoas. Porém, hoje falarei um pouco sobre um outro assunto: bulking e cutting, que são dois processos do fisiculturismo, seja na forma profissional ou apenas para praticantes de musculação para ganho de massa muscular e definição corporal.

Bulk significa volume, tamanho, massa. Logo, quando ouvirem falar de bulking, quer dizer que a pessoa está em processo de aumento de massa muscular.

Como é feito esse processo? Obviamente, o treino de musculação deve ser focado para isso, com muita carga e poucas repetições. Os aeróbicos costumam ser escassos ou retirados do programa de treino. Isso depende do treinador. Mas somente o treino não é o suficiente para o aumento da massa muscular. A dieta, como sempre, também é muito importante. Neste momento, deve haver um aporte de calorias maior do que o normal para o indivíduo, só que isso não significa que se pode comer qualquer coisa, a qualquer hora. O bulking deve ser limpo, ou seja, com várias refeições ao dia, porém, com alimentos saudáveis. O aporte de todos os nutrientes deve ser adequeado, principalmente o de proteínas, pois se estiver abaixo do ideal o processo poderá ser prejudicado e, em excesso, poderá trazer consequências graves, como problemas renais e hepáticos. Prioriza-se carboidratos de baixo índice glicêmico, que são aqueles que evitam o pico do hormônio insulina (com exceção do pós-treino, onde o ideal é ingerir algo de alto índice glicêmico), e gorduras "boas". Quando alimentos não saudáveis passam a entrar na dieta, chamamos de bulking sujo.

Não se enganem: ainda neste período, por mais que a prioridade seja o ganho de massa muscular, sempre há ganho de gordura também. O ideal é controlar esse ganho através de uma avaliação física e evitar que seu percentual de gordura suba muito. Alguns contornos passam a ficar mais acentuados. Por exemplo: se o indivíduo não possuia muita gordura no abdômen, durante essa fase ela pode aumentar e a "barriguinha" aparecer. No entanto, não é motivo de grandes preocupações, afinal, com treinos e dieta bem orientados, isso tende a ser temporário.

Se o bulking é a adição, logo, o cutting é o contrário disso, ou seja, a subtração, a redução (cut = cortar). Nessa fase, trabalha-se para perder gordura, geralmente aquela adquirida durante o bulking, com o mínimo possível de perda de massa muscular.

Se na fase anterior os aeróbicos eram esporádicos, aqui passam a ser fundamentais porque esses exercícios levam a um gasto calórico maior, ocasionando a perda de gordura. A musculação continua, porém, o treino pode ser alterado pelo profissional responsável conforme a necessidade.

A dieta agora passa a ser hipocalórica, isto é, com menos calorias. As proteínas continuam tendo papel fundamental para evitar a perda da massa muscular adquirida. Normalmente, há uma redução drástica de carboidratos e pode-se alternar dias de alto e dias de baixo carboidrato, se houver necessidade. Utiliza-se, como na fase anterior, fontes de gorduras "boas". Aqui também é importante realizar uma dieta limpa.

Por fim, o que acontece após o período de cutting? Vem a tão esperada definição corporal! Isso mesmo: houve a queima de gordura que estava sobre os músculos e só assim consegue-se músculos com contornos definidos e um abdômen com "gominhos", por exemplo.

Já devo ter falado sobre a exclusão de nutrientes/alimentos da dieta e que, geralmente, sou contra isso. No entanto, em casos de dietas de cutting (e somente assim) sou a favor porque na maioria dos casos são muito bem orientadas por nutricionistas esportivos. Por conta própria, não considero esse tipo de alimentação ideal!

Na primeira foto o rapaz antes dos treinos/dieta. Na foto do meio durante o bulking e na última após o cutting
Foto: People and Fitness
 Off: O off nada mais é que do que o período fora da dieta, em qualquer um desses processos. Geralmente escolhe-se algum dia da semana para comer algo que não esteja no cardápio. A maioria escolhe os fins de semana, mas nada impede que seja outro dia. O ideal, como sempre, é não abusar, e sim fazer escolhas sensatas! Observo atletas profissionais e até mesmo não atletas que no off buscam comer coisas que não estão em suas dietas habituais, porém, que são saudáveis, por exemplo: algumas frutas, alguns vegetais, sanduíches, vitaminas e iogurtes (muitas dietas não incluem pão, nem leite e derivados). Ao mesmo tempo, tem os que abrem uma exceção maior e comem outras coisas, como doces, tortas, pizza, etc. Quando é assim, uma refeição já basta fora da dieta. Quando é off limpo, pode-se realizar mais refeições. Há quem opte por jamais (sim!) da dieta.

Suplementação: Na maioria dos casos, existe, sim, uso de suplementos para complementar a dieta, afinal, com os treinos pesados a alimentação pode não suprir as demandas de nutrientes. Podem ser suplementos protéicos (whey protein, proteínas de lenta absorção como albumina e caseína), hipercalóricos, aminoácidos, vitaminas, minerais, vasodilatadores, termogênicos, entre inúmeros outros. Muitas pessoas utilizam sem indicação, porém, é fundamental a orientação de um nutricionista para determinar as doses e horários sob medida para você!

Como vimos, a nutrição aliada a bons treinos pode fazer transformações incríveis nas pessoas. Obviamente que mais do que essa dupla fantástica, o que vai fazer você realmente atingir o seu objetivo é o seu foco, sua determinação e sua persistência! Muitos desistem no meio do caminho, pois realmente é difícil chegar lá e a dedicação aos treinos e à dieta deve ser gigante, há diversas proibições (álcool, por exemplo).  Corpos não são esculpidos da noite para o dia. Leva-se muitas vezes (para não dizer sempre) anos e anos até realizar essa transformação e por isso, a paciência é fundamental.

Espero que esse post tenha esclarecido algumas dúvidas que às vezes podem surgir quando o tema é a área esportiva. Em caso de dúvidas, podem escrever!

sábado, 3 de novembro de 2012

Exceções

A comida não tem somente a função fisiológica. Possui também função social (almoço com a família, happy hour com amigos, etc) e a função emocional (comer para comemorar algo ou quando se está triste, etc), assim como podemos ver na tirinha acima nos dois primeiros quadros.

É "chover no molhado" dizer que a alimentação não precisa ser radical para o emagrecimento. Quanto mais radical se é, mais vontade você vai ter de "escapar" e mais chances de você largar tudo e prejudicar a sua perda de peso. No entanto, observo certas vezes que algumas pessoas tendem a abrir exceções por qualquer motivo. 

Vejam na tirinha: a garota está feliz e toma um chopp para comemorar, está deprimida e vai comer, e, por fim, chega no sábado e, justamente por ser fim de semana, se rende a uma barra grande de chocolate.

Não podemos deixar que as nossas emoções tomem conta da nossa alimentação. É claro que às vezes parte de outras pessoas, quando te chamam para algo. Nesses casos, como já falei por aqui, é necessário autocontrole! Não é necessário abandonar a vida social, mas você deve lembrar que aquele prazer em um determinado alimento levará somente alguns minutos, enquanto que o peso que você pode ganhar às vezes demora para ser eliminado. Pense se realmente vale a pena. Se quiser realmente provar algo, prove, mas uma porção adequada, sem excessos. Isso vale para os fins de semana também. Assim, as chances de sucesso serão maiores e você não ficará com peso na consciência!

Ainda sobre emoções, é comum ouvir sobre ansiedade. Nessas horas, tente se distrair com algo que não seja a comida: tome um copo de água, dê uma volta, telefone para alguém, acesse a internet, leia um livro, etc.

Só depende de você! =)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Estudo revela que 61% das brasileiras querem emagrecer, mas metade não se esforça para isso

O post de hoje é somente com uma notícia publicada no início do mês. Fala das mulheres, mas serve para todos. É incrível como há o desejo de emagrecer, mas nenhum esforço, nenhuma mudança de hábitos. Grifei uma parte que é uma das coisas que acho mais importantes. Não esqueçam: se você não mudar, não tomar uma atitude, NADA vai fazer você perder peso. Pense nisso!

Fonte: UOL

Emagrecer é desejo de pelo menos 61% das brasileiras, de acordo com um levantamento encomendado pela Nestlé e divulgado nesta terça-feira (9). Apesar da preocupação, metade dessas mulheres (49,3%) não faz qualquer esforço para atingir sua meta. Apenas 29% delas praticam atividade física para enxugar os quilos a mais; 20% fazem dieta ou reeducação alimentar e 12,6% procuram manter uma alimentação saudável e equilibrada.

O estudo contou com 800 mulheres de 4 cidades na faixa etária de 18 a 45 anos.Os dados mostram que as mulheres que vivem no Rio de Janeiro são as que mais se preocupam com o peso - 69% delas querem emagrecer. Em Porto Alegre, 61% desejam perder peso e, em São Paulo, 59,9%. Recife é a única capital dentre as pesquisadas em que menos da metade quer emagrecer, apenas 46,5%.

Para alcançar o peso desejado, 44% das mulheres afirmam já terem feito alguma dieta durante a vida, sendo que 22% já fizeram mais de 10 vezes. Apenas 40,2% tiveram acompanhamento profissional para isso.
A prática mais comum, mencionada por 57,5% das entrevistadas, é copiar a dieta da amiga. Para Alfredo Halpern, endocrinologista da Universidade de São Paulo (USP), esse fenômeno não é incomum. "Isso ocorre porque nos dias de hoje qualquer pessoa com bom senso sabe os alimentos que engordam, os que fazem bem e os que fazem mal", afirma.

Ao iniciar uma dieta, 65,2% das mulheres cortam os carboidratos, como pão, macarrão, arroz e batata do cardápio. Além disso, o açúcar é eliminado do cardápio por 41,3%; frituras e gorduras são excluídas da alimentação de 27% das mulheres e os refrigerantes, de 12,7% delas.

Atividade Física

Apesar de especialistas baterem na tecla da importância de se aliar dieta a exercícios, o conselho é pouco seguido pelas brasileiras. "A pesquisa mostra que 80% das mulheres que já fizeram dieta mudaram seus hábitos alimentares para emagrecer, enquanto apenas 49,6% passaram a fazer atividades físicas para isso", pondera Halpern. Para o endrocrinologista, a melhor forma de manter a forma é com os exercícios.

Dentre as entrevistadas, 61% afirmaram não praticar nenhum tipo de exercício físico. A falta de tempo é a desculpa encontrada para explicar o sedentarismo. "De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o sedentarismo é a doença que mais mata, só perde para o fumo", alerta Halpern.

Do total de 39% de mulheres que se exercitam, 80% delas praticam atividades três dias ou mais durante a semana, enquanto 11,7% fazem todos os dias. Para diminuir os riscos de doenças, no entanto, não é preciso viver na academia. "Qualquer exercício é melho que nenhum exercício. Caminhar por 30 minutos alguns dias da semana já reduz risco de doença e ajuda a manter o peso", afirma o educador físico Dudu Netto.

O psicólogo Marco Tommaso ressalta que o exercício físico precisa estar ligado ao prazer. "O melhor exercício é aquele que, mesmo cansado hoje, eu tenha vontade de fazer amanhã. Além disso, ele é um poderoso antiestresse e ajuda a regular a ansiedade e a depressão, que podem prejudicar a perda de peso", garante.

Mudanças Comportamentais

De acordo com a pesquisa, 80,3% das mulheres entrevistadas têm vergonha de mostrar o corpo para o companheiro. "O primeiro mandamento para quem está com a autoestima baixa é: não se lamente! Faça!", determina Tommaso. O psicólogo reforça que é preciso ter comprometimento para chegar no peso ideal.

Do total de entrevistadas, 19,2% confessaram já ter deixado de ir a uma festa por se sentirem gordas. "Há várias mulheres que evitam encontros sociais e até entrevista de emprego por causa do peso, se priva dos prazeres da vida e fica em casa assaltando a geladeira e engordando ainda mais", opina Tommaso.

Um outro fator que atrapalha o alcance do peso desejado é a proliferação de "crenças mágicas", receitas para emagrecer sem esforço que não têm fundamento. "Não há um fator externo que emagreça - um remédio, uma fórmula. É preciso mudanças de comportamento e de hábitos. E um comportamento só se torna um hábito se for prazeroso", frisa o psicólogo.

Café da manhã

Para 70,8% das mulheres, o café da manhã contribui para a manutenção do peso. "Há estudos que mostram que pessoas que fazem a refeição de maneira correta na parte da manhã conseguiram perder mais peso e manter os quilos emagrecidos. Além do que o horário em que se come é importante para a metabolização dos alimentos", afirma Halpern.

O pão é o alimento mais consumido no café da manhã (75,4%), seguido de café (72%), manteiga e margarina (66%) e leite (57,2%). Dentre os alimentos menos consumidos, o refrigerante lidera a lista, pois é eliminado por 88,2% das mulheres. Em seguida, os cereais matinais industralizados (81,9%), a granola (81,1%) e os biscoitos industrializados (77,5%).

De acordo com Halpern, os alimentos mais consumidos no café da manhã das entrevistadas são adequados, mas ainda é possível melhorar, acrescentando grãos integrais nesse período. "Há estudos que associam o consumo de alimentos integrais, como os cereais, a um menor risco de mortalidade por doenças cardiovasculares", exemplifica.

No entanto, apenas 19,5% das entrevistas conhecem bem esse tipo de alimento. "Os cereais integrais têm mais nutrientes, saciam mais e equilibram o apetite nas outras refeições. Uma opção é comer com leite, iogurte e até frutas durante o café da manhã", indica Halpern.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Receita: Panqueca de Banana

Hoje compartilho mais uma receita com vocês: panqueca de banana. Com ingredientes que quase sempre se tem em casa ou então fáceis de comprar.

Ingredientes:
- 3 claras
- 1 colher (sopa) de aveia
- 1 colher (sobremesa) de cacau em pó
- 1 colher (sobremesa) de açúcar demerara ou mascavo
- 1 banana
- Canela em pó a gosto
- Mel a gosto

Modo de preparo:
Misturar bem a aveia, o cacau em pó e o adoçante com as claras. Levar em uma frigideira ao fogo com o mínimo de óleo possível como se fosse fazer uma omelete. Deixar dourar dos dois lados. Quando a massinha estiver pronta, amassar a banana, colocar dentro e fechar. Colocar o mel por cima da panquequinha com a canela (pode ir na massa também, se desejar).

Simples, não? O ideal é não colocar muito mel para não aumentar muito o valor calórico da receita. Utilizei uma colher das de chá somente para enfeitar e dar mais um "gostinho". :)

Como a banana não foi na massa, eu pus um pouquinho de açúcar demerara, mas não é extremamente necessário. Tente ficar longe de adoçantes, principalmente os artificiais!

Caso esteja em acompanhamento com algum nutricionista e queira provar a receita, peça ao profissional para adaptar a receita para você!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Excessos do fim de semana

Quem acompanha o blog sabe que não costumo indicar condutas "radicais" nos posts. Observo que a maioria das pessoas tem dificuldade em se manter afastadas de certos alimentos, então, não é necessário cortá-los da rotina, porém, é preciso moderação (sim, sempre ela!).

Em outros posts já escrevi que considero o ideal manter uma alimentação saudável durante a semana, pois assim os alimentos nutritivos predominam na maior parte do tempo, e deixar as "besteiras" para os fins de semana. Afinal, é quando normalmente se sai um pouco da rotina e há festinhas, churrascos, almoços de família, etc. 


No entanto, algumas pessoas pensam que deixar para o fim de semana significa que pode-se comer livremente, quando na verdade não é bem assim. Se você costuma comer até não poder mais nos fins de semana, tenha cuidado! São 104 dias no ano comendo além da conta, o que pode prejudicar muito o seu objetivo de emagrecer ou mesmo ganhar massa muscular. Isso sem contar feriados!

Por isso, não esqueça: por mais clichê que seja, não há outra forma de poder comer as coisas que você gosta, se não houver moderação!