segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Você conhece a campanha "Segunda sem carne"?


Segunda-feira geralmente é o dia "internacional" de mudanças, né? Muitos começam uma "nova dieta", exercícios físicos, busca por um novo trabalho, enfim... O início da semana parece propício para novidades. E pensando nisso, além da conscientização sobre os impactos do uso de produtos de origem animal (todas as carnes, laticínios, ovos, mel, gelatina etc) para a saúde, o meio ambiente, a sociedade e os animais, surgiu a campanha Segunda sem carne!

Segundo a Associação Dietética Americana, uma alimentação sem carne traz como principais benefícios a prevenção de diabetes, hipertensão arterial (pressão alta), vários tipos de câncer, entre outras. 

Mas o que o projeto sugere? Pois bem: a ideia é retirar, ao menos uma vez por semana, os produtos de origem animal da alimentação e assim conhecer novos sabores! Note que a campanha fala em seu nome sobre a carne, mas, quando possível, a ideia é realmente retirar outros produtos também como citado acima.


O projeto existe em cerca de 35 países, dentre os quais podem ser citados os Estados Unidos e o Reino Unido. Neste último, é liderado pelo ex-Beatle Paul McCartney! No Brasil foi lançada em 2009 e é apoiada por diversos líderes do mundo. Inclusive, em algumas cidades como São Paulo e Curitiba, há cardápios vegetarianos nas escolas municipais, pelo menos uma vez por semana, originados a partir da campanha,

Os mais carnívoros de plantão devem se perguntar "mas o que eu vou comer se não comer carne?", "eu morreria sem carne!". Gente, em primeiro lugar, você já fez o teste de ficar um dia sem? Provavelmente não! E é totalmente compreensível pensar isso em algum momento, pois a nossa sociedade "promove" uma alimentação "obrigatoriamente" com carne desde quando somos pequenos, mas experimente!  Em segundo lugar, "viver sem carne" não mata, o que mata é não ter sequer um prato de arroz com feijão pra comer. O que mata é doença cardiovascular, como diria uma amiga minha!

A proposta não é tornar "o mundo vegetariano", no entanto, é bem comum tornar-se vegetariano ao iniciar o Segunda sem carne. Já falei sobre alimentação vegetariana aqui no blog antes (clique aqui) e no post você pode encontrar algumas respostas para as principais dúvidas que podem surgir quanto a esse tipo de alimentação. Além disso, você pode encontrar sugestões do que comer. 

Para os que não sabem muito bem o que comer, além do post, existem diversos restaurantes vegetarianos e veganos pelo Brasil. Se quiser iniciar no projeto, você poderá encontrar as mais diversas preparações e aposto que irá se surpreender, pois vegetarianos não comem só alface!

Ainda, o site da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) oferece várias receitas para quem quiser se aventurar na cozinha! Aqui mesmo no blog há algumas sugestões bem bacanas!

Se for experimentar, conta aqui nos comentários!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Vamos falar sobre feijão?


 No post de hoje, vamos falar sobre o feijão! Um alimento tão comum na rotina da maioria dos brasileiros e que, pasme, até ele já virou "vilão", digamos assim. Para você ter ideia, já li em rede social, ouvi relatos de colegas e até mesmo já atendi pessoas que têm medo (isso mesmo, MEDO!) de comer um simples prato de arroz com feijão. Para muitos, esta combinação já caiu desde a época do frango e batata-doce. Agora a onda é "low carb" (não critico, podemos falar deste tema em outro post), então, feijão... uhhh, nem pensar! Pode comer até presunto (embutido cheio de aditivos), mas feijão não por ser um grão... Vai entender!

É claro que o feijão, assim como o próprio arroz, pode fazer parte do nosso cardápio! Não digo exatamente que seja um item "obrigatório", mas é um alimento nutritivo, que não faz engordar e nem atrapalha a hipertrofia (ganho de massa muscular). Isso depende, obviamente, da quantidade ingerida! 

Algumas pessoas referem que têm gases com o feijão ou outras leguminosas (lentilha, grão-de-bico, soja etc). Esse problema pode ser resolvido se o feijão for deixado de molho de um dia para o outro (mais ou menos umas 8 horas). É possível que eu já tenha falado disso aqui, mas vale repetir: o remolho é necessário para eliminar os fitatos, que são substâncias que atrapalham a absorção adequada de alguns nutrientes, como o ferro, mineral super importante para prevenção e tratamento de anemia, por exemplo. 

Se você, mesmo colocando o feijão de molho, continua tendo gases, você deve ter disbiose. Disbi o quê, nutri? Disbiose! É, resumidamente, um desequilíbrio entre as bactérias boas e ruins na nossa microbiota intestinal. Um duelo de bactérias! E as coitadas das bactérias boas ficam em desvantagem... Este tema tem sido bastante estudado e tem sido visto que um intestino saudável pode nos manter longe ou pode ser importante para o tratamento de doenças, como depressão e até mesmo o câncer. Para tratar a disbiose, é fundamental um acompanhamento nutricional, pois uma série de alimentos e bebidas podem piorar o quadro, além de suplementação ser necessária (uso de probióticos). Bom, este assunto também rende um outro post!

Mas o que o feijão tem de bom? Ferro, fósforo, potássio, ácido fólico, magnésio, além de ter baixo índice glicêmico, ser fonte de fibras (fibras = intestino funcionando direitinho) e fonte de proteína vegetal. Inclusive, é um excelente alimento para vegetarianos e veganos. O feijão (e outras leguminosas) não tem todos os aminoácidos (pequenas partes que formam uma proteína), porém, quando combinado com um cereal (como o arroz, de preferência integral), forma-se uma "proteína completa" (temos todos os aminoácidos), formando uma proteína semelhante à carne. Mais especificamente: o feijão é rico no aminoácido lisina e deficiente em metionina (outro aminoácido), já o arroz tem mais metionina e é deficiente em lisina, por isso se complementam! Que legal, né? 

Ah, e pode consumir qualquer tipo de feijão: preto, branco, carioca, fradinho, azuki, vermelho etc. Todos são nutritivos! E, se possível, prepare com temperos naturais, como cebola, alho, louro, pimentão... Nada de caldos em cubinhos ou sachês cheios de sódio e aditivos químicos, ok? :)

Se você tem medo de feijão, que tal dar espaço para ele em 2018? Provar um tipo que nunca provou? Lembre-se: a palavra-chave na alimentação é equilíbrio!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Receita: Ratatouille

Acredito que você já deve ter ouvido falar em Ratatouille, provavelmente por causa do filme da Disney (2007) que leva este nome, que é de um dos pratos mais tradicionais da França. O filme, que é uma gracinha para toda a família ver (haha), conta a história de um ratinho que sonha ser cozinheiro em um restaurante do seu chef predileto em Paris. 

Já o prato, apesar do nome "chique" para muitos aqui no Brasil é super fácil de fazer e não leva ingredientes "mirabolantes", digamos assim. Além de ser um prato nutritivo, também pode ser considerado "low carb" (baixo em carboidratos) e é vegano, por não conter nenhum ingrediente de origem animal, como carnes, leite e derivados ou ovos. Ou seja, todos ficam felizes! Eu fiz pela primeira vez para o Réveillon e adorei! Usei como base a receita do Pedro Frade, do site Petit Gastrô. A foto que ilustra este post também é do Pedro, pois a minha não ficou tão bonita assim! ;)

Foto: Petit Gastrô
Ingredientes (posto o que de fato usei, independente da receita do Pedro):

Molho de tomate:
-  5 tomates médios
- 2 cebolas médias picadas
- 2 dentes de alho
- Sal a gosto

Ratatouille:
- 2 berinjelas grandes
- 1 abobrinha grande
- 3 tomates médios
- Azeite de oliva
- Sal a gosto
- Pimenta do reino a gosto
- Manjericão a gosto

Importante: as quantidades variaram por causa da assadeira que usei. Fique atento!

Modo de Preparo:

Preparar o molho de tomate e reservar. Não estou postando a receita do molho, pois acredito que todos saibam fazer! :) Cortar as berinjelas e a abobrinha em rodelas finas e colocar uma pitada de sal. Cortar também os tomates. Cobrir a assadeira com uma camada de molho (o meu molho foi todo no fundo, mas dependendo da quantidade, não é necessário usar tudo). Colocar sobre o molho as rodelas de berinjela, abobrinha e tomate alternando uma a uma sempre até cobrir o fundo. Fazer quantas camadas quiser desta forma. Finalizar com outra pitada de sal, pimenta do reino e manjericão a gosto (usei manjericão desidratado). O manjericão pode ser colocado depois de assado para não murchar. Regar com azeite de oliva (não exagerar, devo ter usado em torno de 2 a 3 colheres de sopa). Levar ao forno (previamente aquecido) por cerca de 30 minutos (o Pedro referiu este tempo, mas o meu ficou 1h no forno, portanto, pode variar bastante). Pronto! 

Fica delicioso e ótimo para variar a forma de consumo dos vegetais! Servir como acompanhamento de outras preparações!

sábado, 30 de dezembro de 2017

Receita: Trufas de Damasco

Um longo tempo sem atualizar o blog, cá estou novamente! E mais uma vez com uma receita de um docinho 100% natural para adoçar a vida sem se encher de açúcar refinado (um doce normal de vez em quando não tem problema, viu, gente?), nutrindo o corpo e com muita saciedade por causa das gorduras "boas" que ele têm. Não custa lembrar que mesmo sendo natural não devemos abusar, né?

Ingredientes:
- 1 xícara e 1/2 de damascos secos
- 1/2 xícara de amêndoas (pode ser amendoim ou nozes, castanhas...)
- 1 colher (sobremesa) de canela em pó
- 1 colher (sobremesa) de óleo de coco (opcional)
- 1 xícara de coco seco ralado sem açúcar (eu compro daqueles congelados)


Modo de Preparo: 

Colocar os damascos de molho em água (até cobrir as frutinhas) por uns 10 minutos. Isso ajudará a bater depois. Desprezar a água e bater no processador (ou liquidificador) os damascos, as amêndoas, o óleo de coco e a canela até virar uma massa homogênea. Fazer bolinhas com as mãos e passar no coco ralado. Pronto! Rendimento: Aproximadamente 25 unidades.

Além de não conter açúcar, este docinho é ótimo para veganos e pessoas alérgicas a leite e ovos. Quem fizer, conta aqui no blog o que achou! ;)


terça-feira, 20 de junho de 2017

Receita: Requeijão de Castanha de Caju

Hoje trago mais uma receita para vocês: um delicioso requeijão de castanha de caju! Ele é super fácil de fazer e pode ser usado em biscoitos de arroz, pães, com torradinhas/canapés, como um molhinho para palitos de vegetais etc. 

Como outras oleaginosas, a castanha de caju tem gorduras "boas", que fornecem saciedade e protegem o coração de doenças, por exemplo, além de conter vitaminas e minerais. 

Antes que alguém questione o preço, vamos lá: sim, gente, as oleaginosas, em geral, costumam ter seu preço por quilo um pouco alto. Mas esta é uma receita para fazer ocasionalmente para experimentar algo novo, variar o que você já consome, não para ter todo dia! Questione-se porque industrializados são tão baratos em vez de questionar porque alimentos "de verdade" são "caros"!


Ingredientes:

- 1 xícara (chá) de castanha de caju crua e sem sal
- 1/2 xícara (chá) de água
- 1/2 limão espremido
- 1 dente de alho
- Sal e pimenta a gosto


Modo de preparo:

Deixar as castanhas de molho em água por, no mínimo, 8 horas. Descartar essa água e colocar as castanhas do liquidificador com mais água (1/2 xícara adicionada aos poucos). Bater até ficar bem cremoso (demora um bocado, mas dá certo), adicionar os demais ingredientes e bater mais um pouco para finalizar. Prontinho! Conservar em geladeira. Se desejar, pode colocar outros temperos da sua preferência!