quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Desvendando mitos da nutrição

Quando o tema é nutrição, existem diversos mitos sendo repassados por aí. Creio que todos conheçam pelo menos um deles. Alguns podem ser mais antigos, outros apareceram mais tarde, por causa de informações distorcidas. Pensando nisso, o post de hoje será para desvendar alguns desses mitos, geralmente os que mais escuto na prática.



1) "Carboidrato à noite engorda."

Esse é um dos mais clássicos! Pode ter surgido em revistas dessas com capas com chamadas sobre dietas ou até mesmo de alguma informação passada por algum profissional, mas que foi distorcida. A verdade é que carboidrato à noite não engorda! A não ser que você consuma uma quantidade muito grande, mas aí não precisa ser carboidrato e nem só à noite: pode ser proteína ou gorduras.  O excesso, seja do que for, é o que pode fazer engordar.

À noite, a maioria das pessoas já está em casa, não faz muitas atividades, apenas deita, descansa, assiste à TV, entre outras atividades mais leves. Portanto, gastam menos energia e o carboidrato é a nossa principal fonte de energia. Por causa disso, as quantidades de carboidrato no período da noite às vezes podem ser diminuídas por alguns nutricionistas. Por outro lado, se você malha ou trabalha no período da noite, por exemplo, pode ser que não seja necessário diminuir nada. De qualquer forma, é preciso pensar em carboidratos "bons", como arroz integral, macarrão integral, aipim, batata doce e outros que saciam mais, evitando picos de insulina e os "beliscos" mais tarde.

Se você não tem acompanhamento, tenha bom senso: sair excluindo tudo para "emagrecer mais rápido" pode deixar você fraco, sem disposição e com falta de alguns nutrientes. Pense nisso!

2) "Retirar as gorduras da alimentação é bom para emagrecer."

Acima, já falei que retirar nutrientes da dieta pode ter um efeito não muito bacana, então, aqui vale a mesma coisa. Neste caso, não é excluir as gorduras, mas sim saber escolher as melhores fontes. Preparações muito gordurosas e calóricas como frituras, empanados, bolinhos, alguns tipos de doces, e carnes gordurosas não devem ser consumidos com tanta frequência. Agora, oleaginosas, azeite de oliva e abacate, por exemplo, são fontes de gorduras consideradas saudáveis, portanto, são as que devem ser priorizadas na nossa rotina. 

As gorduras são importantes para uma série de funções no nosso organismo, tais como manutenção da temperatura corporal, produção de hormônios sexuais, absorção de vitaminas (A, D, E e K são lipossolúveis)... Além disso, a adição de fontes saudáveis de gorduras ajuda a manter a saciedade por mais tempo. Coisa boa!

3) "É integral, então é natural. Posso comer à vontade."

Realmente os alimentos integrais como o arroz e o macarrão são melhores que as versões tradicionais por causa principalmente das fibras, porém, em termos de calorias não quer dizer que haja diferença, por isso se consumir em excesso, pode não ter nenhum benefício, pois este poderá ser transformado em gordura.

Vale também falar sobre as frutas, por exemplo. Muitos dizem que "comem tudo natural", "comem muitas frutas", mas mesmo que sejam naturais, fontes de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, elas também têm calorias. Se comer todos os dias frutas de maneira excessiva, com o tempo também serão estocadas sob forma de gordura.

As quantidades de pessoa para pessoa podem variar, logo, o nutricionista pode te ajudar a saber o quanto é suficiente para você. Aqui ainda vale a regra do "bom senso": tente consumir com moderação!

4) "Light e diet têm menos calorias. Também posso comer à vontade."

Vamos começar primeiro do ponto que são produtos industrializados e quando pensamos nesse tipo de produto, sabemos que são itens com corantes, conservantes, estabilizantes, etc. Só aí já deveríamos pensar em não consumir frequentemente, pois esses aditivos não devem trazer benefícios! Inclusive, existem estudos sobre alguns tipos de corante, por exemplo, e sua relação com o câncer. 

Os produtos light não necessariamente têm menos calorias. É necessário ver o rótulo (clique aqui para ler o post sobre interpretação de rótulos) para saber se há redução calórica ou do teor de algum item, como sódio, por exemplo. Já os diet são produtos destinados a quem tem alguma condição como o diabetes. Os produtos voltados para esse público não contêm açúcar, mas podem conter mais gordura para manter a textura do produto. Portanto, também há uma porção ideal para consumir e manter-se saudável.

Alguns produtos podem até ser melhores que as versões tradicionais, no entanto, devemos ter critério e comparar os produtos para fazer uma escolha legal.

5) "Gelatina faz bem para a pele."

Confesso que essa até me assusta! Já vi pessoas em academias com gelatina na garrafinha de água para "firmar a pele". Como que um produto rico em açúcar, corantes, etc e tal pode fazer bem para a pele? A explicação seria o colágeno (proteína) da gelatina, mas a verdade é que, nutricionalmente, ela não nos traz nada, mesmo que ela seja light ou diet.

Para termos uma pele firme, é sim, necessário colágeno, que é influenciado por nossa alimentação. Uma alimentação saudável permite que tenhamos uma pele bonita, mas para a síntese de colágeno em si, cuja produção é diminuída com a idade, alguns nutrientes são necessários. São alguns exemplos a vitamina C, o zinco, o selênio e o silício (no post sobre estrias, há exemplos de alimentos fontes desses nutrientes). Saiba que o colágeno também é responsável pelo aspecto dos cabelos e unhas e pela saúde articular e óssea.

Há o colágeno hidrolisado (ou seja, os fragmentos proteicos tornam-se menores por um processo chamado hidrólise, que permite uma melhor absorção do produto) sendo vendido por aí tanto em pó quanto em cápsulas. Isso ainda causa controvérsias e polêmica, afinal os estudos não mostram evidências realmente consistentes sobre a eficácia do uso. Logo, caso você consuma esse produto (a recomendação é de 8 a 10 g/dia), não esqueça de também consumir alimentos com os nutrientes citados acima e beber água, o que também ajuda a ter uma pele saudável e bonita.

6) "Suco de pacote/caixa é melhor que refrigerante."

Se você tomava 2 litros de refrigerante por dia e agora toma "suco" de pacote ou caixa, trocou seis por meia dúzia. Ambos são produtos industrializados com açúcar (ou adoçantes) e aditivos, fruta zero, às vezes com a mesma quantidade de calorias e bem poucos nutrientes (quase nada!). Claro que nós nutricionistas incentivamos que o consumo desses produtos seja diminuído, mas se você não consegue deixar de consumir, ao menos controle a quantidade para que não seja algo tão excessivo e tenha consciência que não existe um "melhor" entre os dois. As melhores bebidas para o dia a dia são a água e os chás (naturais).

Hoje em dia já existem alguns sucos de caixa mais naturais, ainda assim, particularmente acho que é mais barato e nutritivo comprar as frutas e preparar um suco na hora! ;)

7) "Refrigerante causa celulite."

Ele pode até influenciar, mas não por ser "refrigerante" e sim pela sua composição: açúcar e sódio principalmente. A celulite é ocasionada por diversos fatores, como alimentação desequilibrada (muito açúcar e sódio, poucas fibras, muita gordura...), pouco consumo de água, flacidez de pele, causas hormonais ou genéticas, sedentarismo, tabagismo, entre outras. Portanto, não adianta culpar um item só, exclui-lo e não mudar outros hábitos, pois é o conjunto de fatores que determinará o sucesso contra a celulite.

Há algum tempo, fiz um post exatamente sobre o tema, no qual há algumas dicas para evitar ou melhorar os quadros dos "furinhos". Clique aqui para ler!

8) "Chocolate causa espinhas."

A não ser que você seja alérgico a chocolate, ele por si só não é causador de espinhas. Em sua composição, há açúcar e gordura, que, em excesso, são inflamatórios, podendo ocasionar as espinhas. Porém, esse açúcar e essa gordura não precisam necessariamente vir somente do chocolate. Se você consome muitos alimentos ricos neles e tem muitas espinhas, pode ser que haja alguma influência. O chocolate amargo, por exemplo, é rico em antioxidantes, o que ajuda a manter a pele saudável, entre outros benefícios, desde que consumido em doses adequadas e aliado a outros hábitos.

De qualquer maneira, isso pode ser analisado pelo nutricionista e por um dermatologista, já que nem sempre a acne é causada por alimentos. Na maioria das vezes pode ser por questões hormonais e emocionais ou outros motivos.

Gostaram? Caso haja algum que não está no post e que você conhece e quer esclarecer, manda pra cá nos comentários! ;)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Receita: Bolo de laranja, castanha e coco

Mais uma receitinha para vocês! Como já falei, eu amo bolo! Deu vontade de fazer um esses dias e aproveitei bastante coisas que eu tinha em casa. Ficou bem gostoso, com um sabor suave. Não preciso nem dizer mais nada. Vamos logo à receita!


Ingredientes:

- 2 xícaras de farinha de arroz integral (encontrada em lojas de produtos naturais)
- 1 xícara e 1/2 de açúcar demerara ou mascavo
- 3 ovos
- 3 colheres (sopa) do óleo da sua preferência (usei óleo de coco);
- 1 colher (sopa) de canela em pó
- 1 xícara de suco natural de laranja
- 2 colheres (sopa) de coco ralado sem açúcar
- 3 a 4 colheres (sopa) de castanha do Pará/Brasil picadinha
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento químico

Modo de Preparo:

Em uma tigela, peneirar a farinha de arroz com o sal. Em outra tigela, bater com a batedeira os ovos, com o óleo de coco e o açúcar por cerca de 5 minutos. Misturar com a farinha e mexer. Colocar o suco de laranja, o coco ralado, as castanhas e a canela, misturando mais um pouco. Por fim, colocar o fermento químico, mexer mais e levar ao forno previamente aquecido a 180º por cerca de 20 minutos.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Receita: Nhoque de Aipim


É sempre bom fazer coisas novas na cozinha. Eu gosto muito! Nesta terça-feira, um delicioso nhoque (ou gnocchi) de aipim fez parte do meu almoço. Não que o tradicional de batata não pudesse ser consumido, mas às vezes é bom variar, né? E deixá-lo mais saudável, por que não? Essa receita não leva farinha de trigo (nem mesmo integral) e nem leite ou derivados, o que cai muito bem para públicos que não consomem glúten e/ou lactose. Para acompanhar, um molho com carne moída e brócolis. Ficou uma delícia e é mega fácil de fazer! A receita vocês conferem abaixo. 

Ingredientes: 

- 500-600 g de aipim
- 1 ovo grande ou 2 pequenos
- Amido de milho ou farinha de arroz integral para adquirir o ponto firme (aqui, foi no "olhômetro")
- 1 pitada de sal

Modo de Preparo: 
Cozinhar o aipim e depois amassá-lo em uma tigela. Adicionar o ovo e mexer. Depois, adicionar aos poucos o amido de milho ou a farinha de arroz integral (encontrada em lojas de produtos naturais) até obter uma consistência firme. Colocar na nhoqueira ou fazer bolinhas com as mãos e levar ao fogo para ferver em água como o nhoque tradicional. Escorrer, colocar o molho ou outros acompanhamentos. Por fim, coma! ;)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que é que a marmita tem?

As marmitas nunca estiveram tão em alta! Para muitos, isso não é novidade, afinal, existem várias pessoas que já são habituadas a levar suas marmitinhas por aí, principalmente para o trabalho. Até pouco tempo, alguns tinham um certo preconceito com isso. Mas, atualmente, elas são sinônimos de saúde e estão mais em evidência por causa da influência de famosos que se alimentam muito bem e carregam seus potinhos para lá e para cá. 

Marmita colorida, saudável e nutritiva!

De cara, a primeira vantagem de carregar marmitas é saber a procedência do alimento. Foi você que preparou, você sabe os ingredientes usados, a quantidade, a higiene que teve... Fora que se você se preocupa com a sua saúde e alimentação, você levará alimentos de qualidade, já que os restaurantes podem até apresentar algumas opções bacanas, mas, em geral, a maioria tem muitos alimentos gordurosos e "pesados", tais como pastéis, batata frita, bolinhos fritos (tudo pingando óleo), etc. Já reparou que tem restaurante que até um simples arroz vem todo brilhoso por causa de óleo? Dependendo do local, para quem come todos os dias fora, isso passa a ser prejudicial, o que torna a marmita um alternativa muito interessante.

Outra grande vantagem é a economia. A vida de praticamente todos nós nos dias de hoje é corrida e, por isso, muitos nem param para pensar e colocar no papel o quanto se gasta com alimentação fora de casa (almoço, lanchinhos aqui, lanchinhos ali...). No entanto, se você parar e anotar todos esses gastos, principalmente com almoço, poderá se surpreender. Se você costuma frequentar restaurantes realmente muito bons, pode até parecer compensador, por outro lado, vejo que a maioria tenta economizar um pouco e acaba em restaurantes com comida "bem mais ou menos": com as comidas gordurosas que citei acima, feijão que não é gostoso com o de casa, preparações sem gosto, entre outros. Com a marmita, você passará a economizar bem mais! Lembro da época que estava na faculdade, estudava à noite e trabalhava o dia todo. Levava meu almoço todos os dias e com os tickets que recebia, comprava verduras e legumes, por exemplo, que compunham as minhas refeições. E, como não precisamos ser radicais, a cada 15 dias aproximadamente, eu me permitia um almoço em algum restaurante que eu gostava.

Falei mais sobre o almoço, porém, as marmitas podem ser de qualquer refeição do dia! Dá para carregar o próprio almoço, frutas para os lanches (em potinhos, picadas com aveia, coco ralado, chia...), iogurtes, bolos caseiros saudáveis, oleaginosas e por aí vai. Para isso, é preciso organização, inclusive para encontrar um tempinho para preparar as refeições e separá-las para o dia ou a semana.

Sempre que precisei, eu tinha geladeira à disposição para colocar meus potinhos. Mas não são todos os lugares que possuem, então, é só comprar uma bolsa térmica! Hoje em dia existem das mais simples às mais sofisticadas ou enfeitadinhas. Não precisa ser grande. Você deve encontrar uma que caiba o que você costuma carregar ou quer carregar a partir de agora. A minha, por exemplo, é média, e, como costumo carregar potes pequenos, mais para lanches, para mim tem sido suficiente até agora. 

E se não tiver microondas para aquecer? Não tem problema. É só comprar uma marmita elétrica e tá tudo resolvido. Como falei, eu tenho uma bolsa térmica e, dependendo do que eu levo, nem é necessário aquecer de novo. Por exemplo, esses tempos carreguei um pote com sopa. Aqueci bem em casa e coloquei na bolsa. Na hora de comer, ainda estava aquecido. 

Olha aí o meu sopão delícia! :)

O que pode-se levar? Peixes, ovos, carne vermelha magra e frango são algumas opções proteicas (cuidado se não tiver geladeira para conservar). No mais, complete sua marmitinha com alguma fonte bacana de carboidrato, como arroz integral, batata doce, quinoa, aipim, macarrão integral ou de arroz... E não deixe faltar os legumes cozidos e/ou a saladinha! Se for preciso, leve num potinho separado.

"Ah, mas eu não tenho tempo de preparar, dá muito trabalho...". Bom, realmente algum trabalho a gente tem para comprar os alimentos, lavar, descascar, picar (se for o caso), cozinhar tudo e ainda arrumar nos potes. Porém, considero muito válido pela economia e pela qualidade da alimentação. Tem que deixar a preguiça um pouco de lado e, como disse mais acima, ter organização e tentar!

Boa sorte! :)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Como interpretar os rótulos dos alimentos e fazer boas escolhas?


Já devo ter falado em algum post do blog sobre observar o rótulo dos alimentos na hora das compras. No entanto, não é todo mundo que tem essa atenção, inclusive, muitos não sabem bem como interpretar as informações que constam nos rótulos. Diante de tantos produtos, qual escolher?

Na maioria das vezes as informações que são observadas (às vezes nem isso!) são as que constam na frente do produto: número de calorias ("apenas 30 calorias!"), rico nisso ou naquilo, fonte disso ou daquilo, etc. Também tem quem dê uma olhadinha no verso do produto, mas só para conferir as calorias. Como falei aqui, não são só as calorias que importam para uma boa alimentação e sim os nutrientes, portanto, passar a entender e a interpretar os rótulos contribui bastante para a saúde e qualidade de vida.

Quando inicei uma reeducação alimentar (foi aos 13 anos!) eu também não olhava os rótulos direito, mas depois que aprendi, a alimentação foi ficando cada vez melhor, pois você passa a “exigir” mais nas compras e fazer melhores escolhas. E, com isso, você passa também a economizar. Já peguei muito produto, analisei e pensei: “melhor não, não vale a pena!”.

Obviamente que não podemos depender somente de industrializados. O ideal é que a alimentação seja mais natural, ou seja, com “alimentos de verdade”. Só que para alguns é difícil não consumir industrializados, e, por isso, é preciso entender aquele monte de infos que estão nos rótulos. Não adianta: quem quer se alimentar bem, tem que olhar e comparar com outros produtos! É isso que vou mostrar hoje.

Quem controla a questão do rótulo dos alimentos no Brasil é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a agência, os itens obrigatórios em um rótulo são os seguintes: porção (g ou mL e medida caseira), valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras (totais, saturadas e trans), fibra alimentar e sódio.

Outros minerais além do sódio e vitaminas devem constar obrigatoriamente quando houver alguma declaração na embalagem que faça referência a esses nutrientes. De forma optativa, podem constar no rótulo quando estiverem presentes no produto em quantidades iguais ou maiores que 5% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) por porção.

Veja abaixo o que cada item geralmente encontrado no rótulo significa:


- Porção: É a quantidade média do produto que deve ser consumida, considerando uma dieta equilibrada. Geralmente aparece em g ou mL e a medida caseira (1 colher, 1 xícara, etc). É importante observar esse item quando for comparar dois ou mais produtos diferentes. Por exemplo: se for comparar pães diferentes, observe se a porção tem a mesma equivalência (2 fatias ou 50 g, geralmente). Se não tiver, um pequeno cálculo é necessário para saber qual produto vale mais a pena.

- %VD: É o percentual de valores diários. Indica a quantidade de energia e nutrientes em relação a uma dieta de 2000 calorias.

- Valor energético: Quantidade de energia produzida a partir do consumo de carboidratos, proteínas e gorduras. Expresso em quilocalorias (kcal). Junto pode aparece também em joules (kJ).

- Carboidratos: Fornecem energia para as nossas atividades, são combustível para o sistema nervoso central, melhoram a recuperação muscular, entre outros. Encontrado em massas, arroz, mel, pães, batata, frutas, etc.

- Proteínas: Necessárias para a construção e manutenção de tecidos, formação de enzimas, fornecenem saciedade, etc. Encontradas nas carnes, leite e derivados, leguminosas, albumina, whey protein...

- Gorduras totais: Algumas funções das gorduras são fornecer saciedade e ajudar na absorção de vitaminas A, D, E e K. Apesar de temidas por alguns, também têm importância na dieta, mas observando a qualidade delas!

- Gorduras saturadas: Provenientes principalmente de alimentos de origem animal, como carnes, queijos, leite integral, manteiga, entre outros. São as gorduras que não devem ser consumidas em excesso.

- Gorduras trans: Devemos evitar consumir esse tipo de gordura por ser prejudicial à saúde! Estão presentes em biscoitos, sorvetes, salgadinhos... São gorduras vegetais hidrogenadas adicionadas a esses produtos, o que influencia na textura dos mesmos. A Anvisa recomenda que não sejam consumidos mais de 2 g dessa gordura por dia, por outro lado, ela só exige que sejam registrados no rótulo valores acima de 0,2 g por porção no alimento. Se tiver menos do que isso, é permitido colocar "zero" no rótulo. Fique atento, pois em uma porção o consumo pode ser pequeno, mas se consumir mais de uma porção, a quantidade dessa gordura aumenta.

- Fibra alimentar: Fibra é coisa boa, pois ajuda a controlar a glicemia, fornece saciedade, auxilia no funcionamento intestinal... Fuja de alimentos que apresentem pouca fibra! Está presente em maior quantidade em alimentos como frutas, hortaliças, leguminosas, aveia e outros cereais, mas também podem ser adicionadas outros tipos de fibras. A ingestão diária deve ser de aproximadamente 25g.

- Sódio: Está presente no sal de cozinha e em produtos industrializados como salgadinhos, lasanhas e outros itens congelados, molhos prontos... As quantidades nesses itens constumam ser muito elevadas, o que, com o tempo, pode ser prejudicial. Tente ficar longe desse tipo de item! Algumas consequências do excesso de sódio são aumento da pressão arterial e retenção de líquido, por exemplo.

É fundamental analisar esses itens ao fazer uma compra, mas outra coisa que devemos ficar de olho
é a composição do produto, ou seja, a lista de ingredientes. Já devo ter falado aqui no blog sobre isso, mas repito: a ordem dos ingredientes é decrescente. Logo, o primeiro ingrediente é aquele que foi colocado em maior quantidade. Em geral, fuja de produtos que comecem com açúcar refinado, farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico e sal. Se for comprar um pão integral, não leve em consideração apenas a palavra "integral" na frente da embalagem do produto. Leia e veja se o primeiro item é farinha de trigo integral. Melhor ainda é se só levar esse tipo de farinha, sem nada de farinha "branca".

Outra dica é dar uma olhada nos ingredientes para saber o que leva de corantes, conservantes e outros aditivos. Tem produto que você olha e está cheio de siglas e nomes estranhos que nunca ouvimos falar! Aqui é legal comparar vários produtos e optar por aquele que leva menos "antes".

Por fim, não se deixe enganar pela embalagem com dizeres que "tornam" o produto saudável ou imagens de corpos bonitos, frutinhas, etc. Vire a embalagem, leia, interprete, compare! Assim fica bem mais fácil se alimentar bem!